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    Comentários

    Incoerências

    Desta vez vou subir no palanque. Quem está lendo achando que tem algo a ver com minhas disciplinas, pode ficar tranquilo que não tem.

    Eu não costumo usar o blog para discutir assuntos que não tenham pelo menos um semblante de ligação com as disciplinas, mas estava lendo esta matéria no blog da Scientific American, e não consegui me conter. Em síntese, o autor discute o grau de segurança que se exige para a liberação de transgênicos, pensando apenas no lado de pesquisa e do nível de exigência de segurança.

    Mesmo com estes aspectos apenas, a matéria indica (na minha opinião comprova, por A+B) que o nível de exigência é muito acima do necessário, o que dificulta a liberação de produtos com alto potencial para redução de custos econômicos e ecológicos, e/ou aumento de produtividade. A matéria indica também que o grau de avaliação deveria ser semelhante ao de novas variedades, com a exceção de quando novas características forem introduzidas, que apresentem potencial para problemas.

    Até aí concordo plenamente com a matéria, com apenas a ressalva que mesmo para algumas características já bem dominadas seria importante avaliar alguns transgênicos que podem apresentar problemas futuros, não para a saúde humana, nem muito menos para o meio-ambiente, mas para o produtor rural no futuro. Isto seria especialmente importante para culturas que tem parentes “selvagens” próximos (popularmente conhecidos como mato), que podem ter troca de genes. Já há casos conhecidos de plantas resistentes a glifosato após transferência de genes de canola, embora ainda seja um problema muito pequeno, e mais ou menos fácil de resolver usando outros herbicidas.

    O que eu vejo de mais problemático na matéria é que aqui no Brasil (e suspeito que na Europa também) a decisão sobre a liberação é muito mais política do que de pesquisa, e aí f* tudo… é por conta da posição política sem sentido de gente que nunca sujou o sapato de lama, nem tem a menor vontade de sujar, e que muito frequentemente usa produtor rural quase como palavrão, que muitos materiais promissores não são liberados, ou demoram séculos para liberar…

    Um ponto que precisa ser cada vez mais enfatizado é que para manter a sustentabilidade (pode ser chavão, mas continua a ser correto), o produtor precisa de usar um conjunto de ferramentas, não somente uma. Sustentabilidade indica que o produtor tem condição de manter a viabilidade econômica da propriedade, através de custos controlados e receita suficientemente alta, mas ao mesmo tempo mantendo (ou mesmo aumentando) a capacidade futura do sistema, particularmente do solo, já que é o mais frágil.

    Na minha opinião particular, qualquer ferramenta que ajude a atingir este objetivo deve ser utilizada, desde a mais low-tech até a mais high-tech possível. Isto é que vai permitir atingir e manter no futuro a produção necessária para alimentar o mundo, e manter o produtor produzindo.

    Não estou dizendo que devemos usar a ferramenta por usar, mas sim que devemos usar a ferramenta mais adequada para cada uso. Se pudermos utilizar uma ferramenta biológica no lugar da química, excelente. Se é possível controlar o bicudo do algodoeiro com algodão transgênico que produz BT, é muito melhor sob qualquer critério do que ter de aplicar inseticida pelo menos uma vez por semana. Se podemos usar glifosato, é melhor do que ter de passar o trator para controle mecânico várias vezes durante o ciclo da cultura, compactando o solo e aumentando a chance de erosão… Se de quebra o produtor vai ganhar mais dinheiro e a Monsanto idem, melhor para eles.

    Só não tirem a ferramenta, ou deixem tão complicada de usar, pelo procedimento burocrático e anti-científico da comissão e de grande parte da população urbana, que o produtor, grande, médio ou pequeno, familiar ou empresarial, não tenha acesso à opção…

    Pronto, já desabafei…

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